Se o Trump não gosta, eu _____

No começo deste ano uma matéria da Folha de São Paulo trouxe a público a notícia que Donald Trump, em um de seus últimos atos como presidente dos EUA, proibiu a construção de edifícios públicos BRUTALISTAS. hahahaha

A gente achou muito curiosa a notícia e resolvemos conversar um pouco mais sobre isso. Que tal?


 




Complete a frase:

Se o Donald Trump não gosta de arquitetura brutalista, eu ________!


Que esse senhor não costuma ser muito coerente a gente já sabe, mas você sabia que o ex-presidente dos Estados Unidos da América não gosta nadinha de edifícios brutalistas?


Uma de suas últimas ações como presidente foi determinar que todos os edifícios públicos federais fossem construídos em "Estilo Clássico" e não podem, em hipótese alguma, ser brutalistas.


O fato é que, ambos, a arquitetura clássica e arquitetura brutalista, são expressões arquitetônicas do passado - uma da antiguidade e outra da modernidade. Logo, essa exigência não faz o menor sentido, só parece uma censura boba e sem nexo.

Mas fica a pergunta: Por que o Trump não gosta do brutalismo? tão bacana lá o concreto, o tijolinho... Que antipatia gratuita seria essa? Será que o Paulo Mendes da Rocha pisou no pé dele?


Bem, A resposta provavelmente está na carga simbólica da arquitetura moderna de uma forma geral, e não se refere somente ao brutalismo. A própria matéria destaca um retorno do uso do termo "brutalista", "brutalismo" para designar a tendência do


Historicamente os EUA foram o berço de uma das mais expressivas e relevantes correntes de crítica à arquitetura moderna nos anos 1960. E, talvez seja natural que os mais conservadores tenham incorporado a ideia de que a arquitetura moderna não representa o verdadeiro espírito Estadunidense (ou norte americano, como eles mesmos preferem). Embora seja compreensível, é também injustificável que exista esse tipo de censura ao trabalho dos arquitetos.


Outro fato interessante é que a matéria também destaca que este sentimento de repulsa à arquitetura brutalista está contribuindo para a degradação e desaparecimento de obras importantes remanescente do século XX. E que esta proibição pode acabar incentivando este fenômeno nos EUA.


Infelizmente, o descaso com obras de arquitetura moderna não são um caso isolado. Aqui no Brasil, a gente também sofre com o desaparecimento precoce destas obras, mesmo a nossa relação com o movimento moderno sendo muito mais amigável do que a dos Estados Unidos.


Mas fica aí esse incentivo para defender a arquitetura moderna, além de toda carga conceitual e simbólica, e sua importância para o reposicionamento histórico do papel do arquiteto, ao que tudo indica, ela também incomoda o Trump.


Já prevejo vários novos filiados ao Docomomo!


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